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Vitaminas C e E podem proteger contra o declínio mental

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Suplementar as dietas com vitaminas antioxidantes C e E pode impulsionar a habilidade mental em épocas tardias da vida, podendo proteger contra demência vascular e de outras formas, conforme estudo publicado na edição de hoje da Neurology.

Acredita-se que tais antioxidantes possam proteger contra demência vascular limitando a quantidade de danos cerebrais que persistem após um derrame.

Os suplementos podem também ter papel importante na proteção contra danos em células cerebrais e em membranas envolvidas em várias doenças relacionadas ao envelhecimento, acarretando pontuações significativamente mais altas em testes de desempenho em épocas tardias da vida, conforme afirma Kamal Masaki, M.D., autor do estudo.
Foram avaliados 3385 homens nipo-americanos, entre 71 e 93 anos, participantes do Honolulu Heart Program, uma avaliação de doenças cardíacas e derrames, iniciada em 1965.

Os participantes foram entrevistados ou examinados em 1982 e 1988, sendo avaliados para demência e habilidades mentais durante exames em 1991 a 1993.

Entre eles, 47 foram diagnosticados com Mal de Alzheimer, 35 com demência vascular, 50 com outros tipos ou uma combinação de demências, 254 obtiveram poucos pontos em testes cognitivos sem demência diagnosticada e 2999 não apresentaram qualquer dificuldade cognitiva.

Os participantes que ingeriam suplementos com ambas as vitaminas C e E regularmente, ao menos uma vez por semana, em 1988, tinham menores chances (-88%) de apresentar demência vascular ou demência relacionada ao Mal de Alzheimer, ou combinações da doença.

Aqueles sem demência foram avaliados com relação ao desempenho mental e função. Os que tomavam as vitaminas em 1988 tinham maior probabilidade (cerca de +20%) de possuir melhor função cognitiva durante os exames de 1991 e 1993.

Aqueles que tomavam os suplementos em 1982 e também em 1988 tinham maiores chances (+75%) de apresentar melhor desempenho mental, indicando que o uso dos antioxidantes a longo prazo pode melhorar a função cognitiva quando em idade avançada.

Fonte: Neurology, 28/03/2007